Nem só de roubar senha de cartão de crédito de velhinhos vivem os golpistas. No mundo digital a tecnologia avança, por um lado, através de aplicativos cada vez mais funcionais e adaptados às nossas necessidades modernas e, por outro, na facilidade de acesso a dados privados, como ocorre na clonagem de WhatsApp.

O WhatsApp é a rede social de mensagens instantâneas mais popular entre os brasileiros. Praticamente todas as pessoas que têm um smartphone também têm o app verdinho instalado. Uma estimativa bem realista aponta que, em 2021, 120 milhões de brasileiros tenham conta no app do tio Zuck.

Para muitos brasileiros, o WhatsApp é “a internet”. Algumas operadoras permitem o uso ilimitado do aplicativo, como é o caso da Fluke, que não debita o uso de mensagens de texto e áudios no WhatsApp do consumo do pacote de dados. Por isso, muita gente se informa através dele.

Mão segurando um aparelho celular com a logo da Fluke + ícone do WhatsApp

Como funciona a clonagem de WhatsApp?

Talvez você conheça ou seja alguém que já teve o WhatsApp invadido. O aplicativo parou de receber mensagens e, quando se deu conta do que estava acontecendo, percebeu que o número de telefone estava sob o controle de outra pessoa. Mas como é possível fazer isso?

Existem duas formas de invadir ou clonar uma conta do WhatsApp: a primeira delas é através do espelhamento, mais usada por pessoas próximas, que tenham algum acesso ao aparelho celular em que a conta está registrada.

O espelhamento é o método que usamos para acessar o WhatsApp no modo Web, por exemplo. Geralmente envolve apps e programas de terceiros que replicam o conteúdo de um celular para outro pela internet.

Na maioria dos casos, esses apps exigem que o invasor  também tenha em mãos o smartphone com o WhatsApp original. Ou seja, só é possível realizar o espelhamento caso o app original permita essa ação. É por isso que esse método é o mais utilizado por pessoas próximas.

Foto de tela de celular com ícones dos apps Facebook, Skype, Outlook, Instagram, WhatsApp e YouTube

A segunda forma de invadir ou clonar o WhatsApp é através do SIM Swap. Basicamente consiste em transferir a linha telefônica para um chip diferente do que está inserido no seu telefone celular.

Essa prática envolve, quase sempre, engenharia social: os criminosos se passam pela vítima e, com informações pessoais dela, fazem com que a própria operadora realize o SIM Swap, ativando o número de telefone em outro chip.

Com o seu número ativo em outro chip fica fácil se passar por você através do WhatsApp e mandar mensagens em seu nome para seus contatos. Assim ocorre o golpe de pedido de dinheiro para amigos e familiares, por exemplo.

Mas então, como proteger o WhatsApp de clonagem?

Não é nada legal perceber que seu WhatsApp foi clonado por outra pessoa, mesmo que nada grave aconteça, a invasão de privacidade causa um tremendo desconforto e uma terrível sensação de impotência, mas felizmente existem maneiras de se prevenir contra esse tipo de violação.

Uma medida preventiva que dificulta bastante a ação dos criminosos é a autenticação em duas etapas disponível no próprio aplicativo. É um código PIN de seis dígitos que é solicitado de tempos em tempos para o usuário não esquecer. Dessa forma, mesmo se o invasor fizer o SIM Swap ele não vai conseguir habilitar o WhatsApp sem essa senha.

Outra forma de dificultar o acesso ao WhatsApp fora do seu smartphone é evitar o uso de autenticação via sms. Caso seu número seja sequestrado o sms chegará para o invasor e não para você. Para que isso não ocorra opte por aplicativos de token de autenticação, como o Google Authenticator, por exemplo.

Mão segurando celular, navegando pelo aplicativo WhatsApp

Checklist para evitar a clonagem do WhatsApp

Além das orientações que já citamos acima, também criamos um checklist para facilitar a vida dos nossos flukers na hora de prevenir o golpe, afinal de contas o golpe tá aí, cai quem quer 😜 (é meme, gente).

  • é essencial manter um antivírus profissional e um firewall sempre ativos nos seus dispositivos
  • nunca compartilhe seus dispositivos com outras pessoas e não deixe seus aplicativos abertos e acessíveis aos outros
  • não clicar em links nem baixar arquivos recebidos pelo WhatsApp (ou por qualquer outro meio) sem ter certeza sobre a segurança deles
  • utilize sempre a versão oficial do WhatsApp e faça o download apenas na loja de aplicativo oficial do seu smartphone (Play Store ou Apple Store)
  • caso seja compatível com seu aparelho, habilite o recurso de biometria ou reconhecimento facial para acessar o aplicativo
  • caso a opção anterior não esteja disponível, opte por uma aplicativo de gerenciamento de senhas (você encontra na loja oficial de aplicativos do seu smartphone)
  • não acesse seu WhatsApp Web em dispositivos alheios e, se precisar fazer isso, remova o acesso através do gerenciador de acessos de dispositivos no seu aplicativo

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